Servidores do Rio voltam às ruas contra medidas que retiram direitos

ALERJ_02.03_ASDUERJCerca de 10 mil servidores públicos de diversos órgãos do estado do Rio de Janeiro realizaram um grande ato unificado na quarta-feira (2), em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), contra o pacote de medidas enviado pelo governador à casa legislativa para sanar o “rombo” nas contas públicas do estado. Estudantes e movimentos sociais se uniram aos servidores para lutar contra os sucessivos ataques aos direitos dos trabalhadores, contra o desmonte e sucateamento dos serviços públicos. No dia 3 de fevereiro, servidores já haviam realizado protesto na Alerj contra o mesmo “pacote de maldades”.

Entre os ataques aos direitos dos servidores estaduais estão a alteração do calendário de pagamento de salários, mudanças na previdência, com o aumento da contribuição dos servidores de 11% para 14%, e o não reajuste dos salários em 2015. Os servidores reivindicam também o fim do parcelamento de salários e pagamento integral do décimo terceiro.

Apesar de alegar não ter recursos para pagar os salários e investir na melhoria dos serviços públicos, a previsão de gasto do governo do Rio de Janeiro apenas para o pagamento da dívida pública estadual é mais de R$ 8,5 bilhões. Já com os Jogos Olímpicos deste ano, a previsão é de R$ 7,4 bilhões. Os valores superam os recursos destinados para a saúde (R$ 6,6 bilhões) e educação (R$ 5,4 bilhões).

Luis Eduardo Acosta, 1º vice-presidente da Regional Rio de Janeiro do ANDES-SN, afirma que a situação orçamentária do estado está crítica por conta da diminuição de arrecadação, porém o governo segue mantendo benefícios a empresários e empresas. “A proposta do governo é que o ajuste seja feito nos salários dos servidores estaduais e nas instituições públicas, e não nos empresários”, critica o doato de cima Foto Lúcio Machado Ibrag Uerjcente. Acosta ressalta a importância da unidade entre os servidores públicos fluminenses para combater o ajuste, que têm se organizado no Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) – que já agrega mais de trinta categorias de trabalhadores.

Greve Geral

Diante dos ataques ao funcionalismo público estadual, diversas categorias entraram em greve nesta semana e outras avaliam a possibilidade de paralisar as atividades por tempo indeterminado. Na terça-feira (01), os docentes e os técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (7). Na quarta-feira (02), milhares de profissionais da educação do estado (professores e funcionários do ensino fundamental, médio e tecnológico) filiados ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) e os servidores da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) também deflagraram greve. Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) estão em estado de greve.

Calendário de Lutas:

03 a 07 de março: Tiradas de Comandos Locais, Corridas, Atos e Reuniões de pais

08 de março: Grande Ato das Mulheres – Indicativo de Atos nos Núcleos 10 de março: Conselho Deliberativo- Comando de Greve

11 de março: Assembleia Geral com Ato no Centro do Rio

14 e 15 de março: Mobilizações Locais 16 de março: Assembleia Unificada da Educação e ida ao Palácio Guanabara

Com informações da CSP-Conlutas e fotos de Lúcio Machado / Ibrag – Uerj e Asduerj – Seção Sindical do ANDES-SN.

Fonte: ANDES-SN

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