Servidores estaduais do Amapá preparam greve geral

imp-ult-985713135Docentes e servidores da Ueap estão em greve desde 17 de março

Os servidores estaduais do Amapá estão organizando uma greve geral para o dia primeiro de abril por conta do recente anúncio do governo do estado, que divulgou o parcelamento do salário de seus servidores e não respeitar a data-base do funcionalismo estadual. Os docentes e servidores, bem como os estudantes, da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) já estão em greve desde 17 de março com pautas próprias, mas têm se somado às lutas das demais categorias do serviço público do Amapá.

Daimio Brito, diretor geral do Sindicato dos Docentes da Ueap (Sindueap – Seção Sindical do ANDES-SN), afirma que o governo do Amapá comunicou o parcelamento durante o feriado. Ao mesmo tempo, o governador segue nomeando cargos de confiança, o que revoltou os servidores estaduais. “Não aceitamos parcelamento de salários. Não somos nós que devemos pagar por isso”, diz o docente.

O diretor do Sindueap – SSind ressalta que, a partir do anúncio do parcelamento dos salários, os docentes da Ueap têm se articulado com as demais categorias do serviço público amapaense, preparando uma greve geral para primeiro de abril, com uma grande manifestação nas ruas de Macapá, capital do estado. “Estamos acompanhando a movimentação das outras categorias, e nesta segunda (28), nos reunimos com o governo, que não apresentou nenhuma proposta em relação ao reajuste”, completa Daimio. Segundo o docente, todos os sindicatos se retiraram da reunião após a recusa do governo em negociar.

Greve na Ueap

A greve – unificada entre docentes e servidores – foi deflagrada na Ueap devido ao descumprimento, por parte do governo estadual, do acordo assinado com os servidores, referente à pauta de reivindicações das categorias. Os servidores reivindicam a continuação da negociação do Projeto de Lei do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCR) dos técnico-administrativos e o encaminhamento do projeto à Assembleia Legislativa, o pagamento dos retroativos referentes ao Acordo da Agenda do Servidor em 2015, incorporação das gratificações indenizatórias no vencimento básico dos servidores. Além do não contingenciamento dos recursos da Ueap em 50%, proposto pelo governo, já que a universidade sofre com o atual orçamento inviabilizando os projetos de ensino, pesquisa, extensão da instituição e todos os programas de assistência estudantil.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a situação dos servidores estaduais não é diferente. O governo fluminense decidiu atrasar o pagamento dos salários, do 2º para o 10º dia útil do mês, o que faz com que muitos trabalhadores não consigam pagar suas contas. Além disso, o governo do Rio de Janeiro também parcelou o 13º salário dos servidores estaduais. Todos os servidores da educação estadual, com exceção dos docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), já estão em greve. As demais categorias do serviço público do Rio de Janeiro devem decidir se entram ou não em greve até o dia 6 de abril.

Minas Gerais

Os docentes da Unidade Ibirité da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) realizaram uma paralisação na terça-feira (29). No mesmo dia houve assembleia da Associação dos Docentes da Uemg (Aduemg – Seção Sindical do ANDES-SN). Na pauta da assembleia estão a realização de concursos públicos, o reajuste salarial, a correção da Gratificação Especial do Professor de Educação Superior (GDPES), democracia e autonomia.

Imagem de Sindueap-SSind

Fonte: ANDES-SN

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